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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Criei uma Organização de Salvação - Capítulo 11

Capítulo 11 — Somente Deus pode salvar

Enquanto Cheng Yongchang ainda estava um pouco sem saber o que fazer, Zhu Lin aparentemente já havia se recuperado.

— Senhor Shen, você chegou na hora certa!

O rosto dele se iluminou com um sorriso entusiasmado e ele avançou rapidamente, estendendo as mãos.

— Sou o responsável deste grupo. Pode me chamar de Zhu Lin. Na verdade, estamos com dificuldades para obter informações mais detalhadas do local. Não esperávamos que o senhor viesse.

Dava para perceber a diferença entre as pessoas nesse momento.

Enquanto os demais ainda estavam chocados com o inesperado, Zhu Lin já havia deixado de lado o espanto e direcionado toda a atenção ao que precisava ser feito em seguida.

Shen Yi apertou sua mão e, também um pouco surpreso, percebeu a idade do responsável.

Ele imaginava alguém mais velho.

Mas não se importou.

Cheng Yongchang e Zhu Lin não eram como Mo Yuanbai. Ao conversar com eles, era como se estivesse falando com um coletivo.

— Me passe as coordenadas do aeroporto.

Shen Yi ignorou as formalidades.

— Certo.

Zhu Lin respondeu de imediato.

Com as coordenadas em mãos, Shen Yi não disse mais nada. Seu corpo desapareceu diante de todos em uma ondulação no espaço.

Isso provocou exclamações ao redor.

Até Cheng Yongchang não pôde deixar de murmurar:

— Ainda bem que ele precisa das coordenadas.

— Sim… coordenadas. — Zhu Lin respondeu, com um olhar profundo.


Em seguida, Shen Yi atravessou um salto espacial de longa distância e surgiu acima do aeroporto da Síria.

No instante em que apareceu, o som de trovões gigantescos inundou seus ouvidos.

Relâmpagos não apenas cortavam o céu conectavam-se continuamente ao solo, iluminando a terra com explosões sucessivas de luz. Os estrondos faziam o mundo inteiro parecer tremer.

Sem dúvida, a tempestade prevista não deveria ser tão intensa.

Mas ninguém ali parecia se importar.

Pessoas comuns não conseguiam avaliar a gravidade real da situação. Os funcionários do aeroporto, dentro de uma área segura, até brincavam dizendo que “o tempo estava realmente forte hoje” enquanto coordenavam pousos.

Mesmo assim, a carga de trabalho era maior que o normal.

— A3562, há uma rajada de vento vindo do sudoeste à sua frente. Velocidade aproximada: 50 km/h.

— Cinquenta? — o piloto respondeu com leveza. — Isso pode até arrancar telhados antigos.

— Só se forem aqueles de décadas atrás, principalmente os que seguem estilos orientais — respondeu a torre, em tom de brincadeira.

Claramente, ninguém levava aquilo tão a sério.

Mas Shen Yi levou.

Cinquenta quilômetros por hora?

Seus olhos brilharam com um tom azul profundo, enquanto complexos padrões mágicos giravam dentro de sua visão.

Antes, era de fato 50 km/h. Mas agora…

A velocidade do vento aumentava rapidamente: 60, 65, 70…

Se atingisse a aeronave, chegaria a pelo menos 85 km/h. Um vento lateral assim seria suficiente para quebrar completamente a asa direita daquele avião antigo.

Era isso.

A causa do desastre aéreo.

Os olhos de Shen Yi brilharam intensamente enquanto ele analisava tudo com precisão.

Concentração mágica: normal.

Atividade: normal.

O aumento súbito do vento não tinha relação com magia.

Ou seja, fatores sobrenaturais podiam ser descartados em grande parte.

Ele suspirou.

Sem instrumentos científicos adequados, restava apenas observação direta. E, pelo que podia perceber, o fluxo do ar estava em um estado anômalo, fora dos padrões usuais — o que explicava a falha nas previsões meteorológicas.

E então—

Ele olhou para o lado nordeste.

Outra corrente de vento estava se formando rapidamente, avançando em direção ao avião.

— Torre, torre, o que está acontecendo? — a voz do piloto já tremia enquanto a aeronave sacudia violentamente. — Por que há pressão de vento vindo do nordeste?

— Eu… vou verificar… — o operador hesitou. Então gritou: — Meu Deus… isso não é possível!

De fato, havia uma segunda tempestade vindo do nordeste, acelerando a aproximação da nuvem de tempestade.

Mas isso não era o pior.

O verdadeiro problema era que, se essa corrente colidisse com a do sudoeste, poderia gerar um enorme tornado.

E o voo A3562 estava exatamente no centro no olho da tempestade.

A equipe da torre já conseguia prever o que aconteceria.

O avião seria despedaçado.

— A3562! Mudança de rota agora! Agora! — gritou o operador. — É um tornado! Um tornado massivo!

— Droga! — o piloto praguejou. — Não dá tempo!

A aeronave já estava fora de controle.

Era como um barco de papel em meio a um mar revolto.

As luzes piscavam sem parar. Os passageiros gritavam em pânico enquanto o avião subia e descia violentamente como uma montanha-russa.

Máscaras de oxigênio caíam do teto, mas quase ninguém conseguia segurá-las.

Naquele momento, o terror de acidentes aéreos vistos na televisão tornou-se realidade diante deles.

Pânico absoluto.

— Façam alguma coisa! — o piloto gritava, segurando o manche com força.

Mas a torre não podia fazer nada.

Silêncio.

Eles apenas observavam pela janela enquanto relâmpagos rasgavam o céu. Um enorme vórtice começava a se formar, como uma serpente celestial se estendendo até o solo.

Trovões, ventos e caos compunham uma cena quase apocalíptica.

E o avião com 157 vidas a bordo parecia apenas um detalhe insignificante nesse cenário.

— Senhor… — a voz do operador da torre tremeu. — Me desculpe… mas agora, temo que só Deus possa ajudá-los.

Ele não sabia o que sentir.

Se deveria pensar em investigações futuras.

Ou torcer por sobreviventes.

Nada disso importava.

Mais de cem vidas estavam prestes a desaparecer diante de seus olhos e ele era completamente impotente.

Naquele instante, o que restou foi apenas a empatia humana mais crua.


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