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sábado, 14 de março de 2026

Red Overlord Vol.02 - Capítulo 11

Capítulo 11 — Vou calá-los com meus próprios punhos

Assim que dei um passo dentro da arena, os espectadores começaram a gritar insultos.

— Que diabos é aquele cara!? A pele dele é vermelha!

— Ei! Aqui pode até monstro entrar na luta!?

— Que nojento! Morre logo!

Soltei uma risada pelo nariz.

Esse tipo de insulto… já estou mais do que acostumado a ouvir.

— Atenção, senhoras e senhores! Prestem atenção nesta luta!

O homem que estava no centro da arena gritou.

Ele provavelmente era o apresentador da luta.

— O invicto Max, com três vitórias consecutivas, enfrentará hoje o recém-chegado Red!

Do outro lado da arena estava outro homem.

Esse devia ser Max.

Ele era um pouco mais baixo que eu, mas tinha um corpo musculoso e um rosto intimidador.

— Muitos de vocês já devem ter ouvido os rumores! Isso mesmo! Este Red é o famoso “garoto de pele vermelha”! Aquele garoto cresceu e chegou até aqui!

Esse cara… não precisava falar isso.

— Agora então! Quem sobreviverá a esta luta!? Apostem sem medo!

Assim que o apresentador terminou, a multidão começou a gritar como se estivesse possuída.

— 50 no Max!

— 100 no garoto vermelho! Não… 200!

— 80 no Max!

Era como se eu mesmo fosse uma mercadoria à venda.

Entendi…

é por isso que chamam isso de “vender o próprio corpo”.

Os subordinados de Roberto correram pela arena recolhendo o dinheiro das apostas.

Depois disso, o apresentador voltou a gritar.

— Agradecemos a empolgação de todos! Agora… comece a luta entre Max e Red!

Assim que terminou de falar, ele saiu rapidamente da arena.

Agora…

não havia mais nada que pudesse impedir a luta entre mim e Max.

— Max! Mata esse cara logo!

— Ei, cara vermelho! Você é maior! Ataca primeiro!

— Mata! Mata!

A multidão gritava como se estivesse louca.

Mas, ao contrário daquele ambiente caótico…

eu e Max apenas nos encaramos em silêncio.

Entendo.

Esse Max não é apenas um brigão qualquer.

Ele está avaliando a força do adversário antes de agir.

Eu sei disso porque estou fazendo exatamente a mesma coisa.

Em força física, eu sou superior.

Em velocidade, Max é superior.

E dentro desse espaço cercado por grades…

já sei exatamente como essa luta vai acontecer.

— Ei! Até quando vão ficar se olhando!? Se apaixonaram ou quê!? Lutem logo!

Com os gritos da plateia, Max finalmente se moveu.

Ele lançou um soco direto na minha cabeça.

Levantei o braço e bloqueei.

Tentei contra-atacar…

mas Max já estava fora do meu alcance.

— Isso, Max! Derruba ele!

Ele se aproxima, ataca, e se afasta antes que eu consiga reagir.

Um clássico ataque e retirada.

Max repetiu essa estratégia várias vezes.

E eu levei vários golpes.

Senti o gosto de sangue na boca.

Essa dor…

estava totalmente dentro do esperado.

— Ei, cara vermelho! O que você está fazendo!? Revida!

Não se apresse…

Repeti isso para mim mesmo.

Se eu tentar perseguir Max agora, só vou virar brinquedo da velocidade dele.

Para vencer…

preciso esperar.

Esperar pelo momento perfeito.

— Seu idiota! Por que não contra-ataca!?

Não importa o quanto gritem.

Eu luto do meu jeito.

E vou vencer do meu jeito.

— Max! Max!

A multidão já estava convencida da vitória de Max.

Na verdade…

não eram apenas os espectadores.

O próprio Max também sorria, certo da vitória.

Mas…

é exatamente no momento em que você pensa que já ganhou…

que chega a minha hora de atacar.

— Hã!?

Um grito de choque ecoou pela multidão.

No instante em que Max lançou outro golpe…

meu punho acertou em cheio o rosto dele.

Um golpe perfeito.

Quando o cérebro humano sofre um impacto forte…

o corpo para por um instante.

Max não foi exceção.

Antes que ele recuperasse os sentidos, avancei e desferi outro soco no rosto.

O sangue voou pelo ar.

Senti meu punho esmagar o nariz e a mandíbula dele.

Max caiu no chão de forma patética.

Não havia mais necessidade de bater.

Se não levarem ele a um médico rapidamente…

a vida dele pode acabar aqui.

— Não pode ser…

— O Max…

A multidão ficou sem palavras.

Esse silêncio…

é extremamente agradável.

Não importa quantos insultos ou desprezo eu receba.

No final…

sou eu quem vence.

Eu os calo com meus próprios punhos.

— Muito bem, Red!

Um dos espectadores gritou.

Aquilo foi o estopim para que aplausos surgissem por toda parte.

— Ganhei uma fortuna graças a você!

— Foi uma luta incrível!

— Você foi demais!

Heh…

quem diria.

Estão me elogiando.

Bem, quem apostou dinheiro em mim deve estar feliz.

Deixei os aplausos da multidão para trás…

e saí da arena.

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